Boa tarde querido leitor,
Nesta semana estou participando da III Semana de Pós-Graduação de Bioquímica Médica,
organizada pelos alunos da Pós-Graduação dos alunos do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.
Acabo de voltar de uma conferência sobre Ensino à Distância deste evento,onde ocorreram duas apresentações.
A primeira delas foi conduzida por duas pesquisadoras da UFRJ (Dra. Narcisa Real Cunha e Silva e Dra. Margareth de Macedo Monteiro) e falaram sobre o Consórcio CEDERJ,no qual atuam. Fazem parte deste Consórcio
seis universidades públicas do Rio de Janeiro:UERJ,UFRJ,UFRRJ,UENF,UNIRIO e UFF. O objetivo principal deste consórcio é agir na educação básica através da formação de professores qualificados pelos cursos de licenciatura oferecidos por este programa.
Talvez em outra hora eu volte a falar sobre o CEDERJ,mas por enquanto paramos por aqui já que o objeto de discussão deste post será mais focado na segunda apresentação:a do Dr. Frederic Michael Litto.
O Dr. Litto é presidente da Associação Brasileira de Ensino à Distância e sua conferência foi entitulada “A atualização do conhecimento em tempos modernos”. Durante sua apresentação o Dr. reforçou que a importância dada à educação informal e à distância está crescendo no mundo. Ou seja,uma pessoa hoje em dia deve aprender muito com os recursos educacionais que não pertencem às grades curriculares dos colégios,universidades e outras instituições de ensino. Além disso,comentou que a palavra “Ensino”está fora de moda,já que carrega consigo uma prepotência de que o professor
passaria o conteúdo para o aluno,contrariando os valores construtivistas dos pensadores contemporâneos em educação.
Para a minha surpresa,o Dr. Litto destacou que a Universidade de Londres possui um sistema de Ensino à Distância hà mais de 150 anos (desde 1858),pelo qual obtiveram seus diplomas pessoas como Gandhi,T.S. Elliot e Nelson Mandela. Por isso,podemos dizer que não é nova a idéia do ensino neste formato. Entretanto,o acesso à internet e as revoluções digitais que ocorrem cada vez mais frequentemente são bem atuais e estão em crescimento no século XXI.
Sabendo disso,estamos diante de uma nova revolução do ensino e do acesso à informação em escala global,e muito em breve provavelmente teremos a disponibilização em larga escala de material didático de milhares de instituições de ensino. Isso já acontece em algumas instituições de renome como o (Massachusetts Institute of Technology) MIT,que disponibiliza materiais de seus cursos online gratuitos.
Mas o que isso tudo tem a ver com Biossegurança,Boas Práticas de Laboratório e esse blog!?!?!
Em primeiro lugar, se você chegou até esse blog pelo Google,tem TUDO a ver. A indexação do Google é uma ferramenta poderosa de hierarquização e “classificação de qualidade”de sites. Se você faz uma busca por qualquer termo que seja,provavelmente clicará em algum dos sites da primeira página,pois são os que têm maior número de acessos e links e,por isso,talvez sejam os mais confiáveis (em seu julgamento inconsciente). Por isso,se você procurou por “Biossegurança Wikipedia”e chegou a esse site (que está na primeira página),isso significa que provavelmente você terá este blog como uma das principais referências para tratar deste tema.
Cada vez mais procuramos a internet como referência para nossas pesquisas (acadêmicas ou não) e essa indexação dos sites de busca tem uma importância comparável aos índices de impacto de
revistas de publicações científicas internacionais. Se algum cientista procurar por um trabalho de alta relevância internacional na área de Genética,por exemplo,terá uma tendência a olhar primeiro para um artigo da Nature Genetics. Isto não significa que trabalhos publicados em outras revistas ou sites que aparecem só na décima página de pesquisa do Google sejam ruins,mas os artigos da Nature e os primeiros sites estão em posições que os fazem aparecer mais que os outros. Além disso,outra coisa importante a ressaltar é a preferência da maioria avassaladora dos usuários de internet pelo sistema de busca do Google,dando uma importância ainda maior pela indexação dos “motores de busca”Google.
Em segundo lugar, este blog pode também ser considerado uma forma de entrar em contato com uma educação informal em Biossegurança e Boas Práticas de Laboratório. Logo,nesta metalinguagem em forma de post,estou falando do que é o blog em si,como ele funciona e para quê funciona. Isso tudo dentro de um sistema informal de divulgação livre.
Por se tratar de um tema muito rico,certamente voltaremos a discutir algumas das coisas colocadas em questão neste post.
Até lá,ficam as perguntas:
Até onde podemos considerar o conteúdo de um blog como educação informal?
Ou então:A partir de quando podemos considerar algo como informal?
E ainda: Quando podemos considerar algo como educação de fato?
Abraços informais à distância,
Ricardo Oliveira
(Todos os links deste post foram acessados na data de publicação do mesmo)
