Terminamos o nosso último post com 3 perguntas: Como podemos organizar os artigos, os protocolos, os arquivos no computador, os reagentes, os equipamentos, etc? A quem devemos atribuir responsabilidades? Como garantir a qualidade na pesquisa?
Todas essas perguntas são bem simples de se responder quando temos em mente que existe uma das coisas mais importantes na nossa sociedade atual:
A Normalização! (Ou seria NormaTização? – Na verdade tanto faz! Os dois termos estão certos, sendo que o mais usado é Normalização. Visite este site pra tirar a dúvida!)
A palavra Normalização vem do verbo NORMALIZAÇÃO, que significa “Tornar normal, regularizar”; que por sua vez vem do adjetivo NORMAL, que significa “Conforme a norma, regular”; que por sua vez vem do substantivo NORMA, que significa “Preceito, regra, teor”.
E REGRA todo mundo sabe muito bem o que é desde pequeno. Não poder comer a sobremesa antes de terminar o prato, não poder assistir televisão antes de fazer o dever de casa e não poder mexer em material contaminado com HIV sem equipamento de proteção são exemplos de regras. Obviamente existe uma diferença clara entre a última e as outras: a gravidade de não cumpri-la.
Tendo isso em mente, em uma certa época o mundo percebeu a necessidade de criar regras para algumas coisas. Como garantir que a carne bovina produzida no Brasil será própria para ser consumida na França sem haver critérios de fabricação que comprovem a qualidade da produção? Como garantir que um experimento feito no Brasil seja reproduzível na Alemanha?
A importância da Normalização nesse caso é óbvia. Devemos ter regras, normas de pesquisa que garantam a confiabilidade dos dados científicos produzidos!
Como mencionado no post anterior, aqui no Brasil os preceitos e normas básicas que podem garantir essa confiabilidade e reprodutibilidade (Em Laboratórios de pesquisas não clínicas!) estão na Norma NIT-DICLA-035 do INMETRO.
Vamos tentar então conversar em uma língua “normalizada” em NIT-DICLA-035:
“Hoje vou ao meu laboratório discutir com o chefe sobre os resultados do projeto e rever o protocolo que estamos usando.”
Traduziria em “linguagem NIT-DICLA-035″ para:
“Hoje vou à minha Instalação de Teste discutir com meu Diretor de Estudo sobre os Dados Brutos do nosso Plano de Estudo e rever o Procedimento Operacional Padrão que estamos usando.
Percebe-se que mesmo essa brincadeira é estranha para quem nunca entrou em contato com a norma, e mais ainda para quem ainda não teve a oportunidade de ler nenhuma norma. Mas não é difícil! Basta pensar em situações reais e transpor a regra para o dia-a-dia.
Por isso, no próximo post, vamos nos familiarizar com a NIT-DICLA-035!
Até a próxima!



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